Um dia após a definição do segundo finalista da Taça Fares Lopes, a Federação Cearense de Futebol (FCF) anunciou as datas dos confrontos decisivos. Nesta quarta-feira (29), a entidade divulgou que Icasa e Tiradentes se enfrentarão nos dias 4 e 12 de novembro, com o estádio Romeirão, em Juazeiro do Norte, como palco da grande decisão.
Terceiro colocado do Grupo A1, o Tigre avançou às quartas de final da competição, em que empatou duas vezes com o Horizonte (1 a 1 e 0 a 0) e precisou vencer nos pênaltis. Na semifinal, o time da Capital bateu o São Benedito nos dois jogos (6 a 0 e 3 a 1) e se garantiu na final.
O Verdão do Cariri, por sua vez, terminou a primeira fase do torneio na liderança do Grupo A3. Nas quartas de final, venceu o Iguatu por 1 a 0 no jogo de ida - em jogo marcado por grande confusão, que gerou a interdição do estádio Agenorzão -, perdeu por 2 a 1 na volta e assegurou a classificação na decisão por pênaltis. Na semi, venceu o Ferroviário duas vezes (1 a 0 e 2 a 0) e selou a vaga na final.
Com a melhor campanha na Taça Fares Lopes, o Icasa decidirá o título dentro de casa. A partida de ida, no próximo dia 4, será no estádio Presidente Vargas, em Fortaleza. O duelo decisivo, no dia 12, será no Romeirão. Ambos os jogos serão às 20h15 (de Fortaleza).
O campeão da competição assegura vaga na Copa do Brasil do próximo ano - Ceará e Fortaleza, campeão e vice estaduais deste ano, já estão garantidos. O Icasa chega à final do torneio pela segunda vez - foi vice-campeão em 2010 -, enquanto o Tiradentes disputa o título pela primeira vez.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Quanto custa a tradição?
A questão que dá título a esse texto tem sido amplamente repetida nos Estados Unidos. A NBA precisa de dinheiro, a mídia precisa da NBA. A equação praticamente perfeita deu como resultado a possibilidade real de que os uniformes das franquias passem a contar com patrocínios. É quase perfeita porque esbarra em um detalhe deixado de lado por quem sentou para negociar, mas lembrado por quem é fã: a tradição.
O Sports Business Daily informa que, no bilionário contrato de US$ 24 bilhões firmado entre NBA e Turner, existirá a possibilidade de que a companhia de mídia venda espaço para patrocinadores explorarem as camisas das franquias. O anúncio gerou revolta dos fãs e silêncio da liga, mas carrega muito mais do que um embate entre a tradição e os novos tempos. Coloca, frente a frente, o destino da NBA em um curto prazo.
Marquemos a liga com a aposentadoria de Michael Jordan após o hexacampeonato com o Chicago Bulls. Feito isso, saibamos que desde então os jogadores pararam em greve por duas oportunidades, em 1999 e 2011. O lockout, como é chamado lá nos EUA, consiste em nada menos do que uma paralisação para que os jogadores e os donos das franquias negociem basicamente o teto salarial e as regras para que os rendimentos sejam pagos. Em ambas as negociações, vitória para os atletas e temporada diminuídas por conta da paralisação.
Exibir foto
.A questão que dá título a esse texto tem sido amplamente repetida nos Estados Unidos. A NBA precisa de dinheiro, a mídia precisa da NBA.
A questão que dá título a esse texto tem sido amplamente repetida nos Estados Unidos. A NBA precisa de dinheiro, …
Pois bem, a entrada do dinheiro do patrocínio, em um primeiro momento, traz a falsa sensação de que pode ser solução para negociações futuras. Não é. O anúncio da quantia já gerou revolta entre jogadores, que consideram hipócrita a postura dos donos do time de negar aumentos salariais ao passo que cada vez mais dinheiro entra. Justo? Talvez. Mas a postura mostra que as próximas negociações serão ainda mais difíceis, que os atletas deverão tentar aumentar o teto. Mas a NBA, em seu sistema de franquias, é negócio. E negócios, claro, têm que levar ao lucro. Pois bem, a guerra está armada.
Neste momento, então, a questão dos patrocínios é crucial. Reza a lenda que os anúncios terão 6cm por 6cm, espaço pequeno se comparado ao que acontece com times de futebol, por exemplo. Mas são espaços valiosos e que farão a guerra entre donos de franquias e jogadores só aumente. Pois bem, será cobrado cada vez mais dinheiro para atletas, ao passo que os proprietários dos times irão querer lucrar mais. Os patrocínios, então, me soam como falsa solução. Trarão apenas mais problemas, uma vez que a injeção de dinheiro é um paleativo que aumenta bastante uma tensão já bastante delicada.
Nisso tudo é necessário ponderar que a NBA abandona de vez uma postura tradicional. Os fãs acusam a liga de estar se vendendo de vez. Talvez seja verdade. E afirmam, com razão, que tradição não tem preço. Mas a tradição aqui me parece apenas uma grão de areia esquecido no meio do deserto. O olhar mais profundo leva a resposta óbvia para o questionamento inicial: tradição não tem preço, mas alguém tem que pagar as contas. O perigo, no entanto, é claro e transparente: quanto mais se vender, mais a NBA estará vulnerável. Nunca 6 cm tiveram potencial de estrago tão grande.
Por Leonardo Sacco
O Sports Business Daily informa que, no bilionário contrato de US$ 24 bilhões firmado entre NBA e Turner, existirá a possibilidade de que a companhia de mídia venda espaço para patrocinadores explorarem as camisas das franquias. O anúncio gerou revolta dos fãs e silêncio da liga, mas carrega muito mais do que um embate entre a tradição e os novos tempos. Coloca, frente a frente, o destino da NBA em um curto prazo.
Marquemos a liga com a aposentadoria de Michael Jordan após o hexacampeonato com o Chicago Bulls. Feito isso, saibamos que desde então os jogadores pararam em greve por duas oportunidades, em 1999 e 2011. O lockout, como é chamado lá nos EUA, consiste em nada menos do que uma paralisação para que os jogadores e os donos das franquias negociem basicamente o teto salarial e as regras para que os rendimentos sejam pagos. Em ambas as negociações, vitória para os atletas e temporada diminuídas por conta da paralisação.
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.A questão que dá título a esse texto tem sido amplamente repetida nos Estados Unidos. A NBA precisa de dinheiro, a mídia precisa da NBA.
A questão que dá título a esse texto tem sido amplamente repetida nos Estados Unidos. A NBA precisa de dinheiro, …
Pois bem, a entrada do dinheiro do patrocínio, em um primeiro momento, traz a falsa sensação de que pode ser solução para negociações futuras. Não é. O anúncio da quantia já gerou revolta entre jogadores, que consideram hipócrita a postura dos donos do time de negar aumentos salariais ao passo que cada vez mais dinheiro entra. Justo? Talvez. Mas a postura mostra que as próximas negociações serão ainda mais difíceis, que os atletas deverão tentar aumentar o teto. Mas a NBA, em seu sistema de franquias, é negócio. E negócios, claro, têm que levar ao lucro. Pois bem, a guerra está armada.
Neste momento, então, a questão dos patrocínios é crucial. Reza a lenda que os anúncios terão 6cm por 6cm, espaço pequeno se comparado ao que acontece com times de futebol, por exemplo. Mas são espaços valiosos e que farão a guerra entre donos de franquias e jogadores só aumente. Pois bem, será cobrado cada vez mais dinheiro para atletas, ao passo que os proprietários dos times irão querer lucrar mais. Os patrocínios, então, me soam como falsa solução. Trarão apenas mais problemas, uma vez que a injeção de dinheiro é um paleativo que aumenta bastante uma tensão já bastante delicada.
Nisso tudo é necessário ponderar que a NBA abandona de vez uma postura tradicional. Os fãs acusam a liga de estar se vendendo de vez. Talvez seja verdade. E afirmam, com razão, que tradição não tem preço. Mas a tradição aqui me parece apenas uma grão de areia esquecido no meio do deserto. O olhar mais profundo leva a resposta óbvia para o questionamento inicial: tradição não tem preço, mas alguém tem que pagar as contas. O perigo, no entanto, é claro e transparente: quanto mais se vender, mais a NBA estará vulnerável. Nunca 6 cm tiveram potencial de estrago tão grande.
Por Leonardo Sacco
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Caucaia é goleado pelo Kinderman no PV
As meninas do Caucaia queriam vencer o Kinderman-SC para assumir a liderança do grupo 5 do Campeonato Brasileiro Feminino, mas se deram mal. Jogando no PV, o time cearense foi goleado por 5x0 pela equipe catarinense, na noite desta quarta-feira (15), e caiu para a 3ª colocação no grupo. Já o Kinderman subiu para a segunda colocação, com 6 pontos. O líder é o Botafogo-RJ, que, também na quarta, venceu o Duque de Caxias por 2x0 e chegou aos 7 pontos ganhos.
Os gols da equipe catarinense foram marcados todos na segunda etapa. Gabrielle, Tuani, Andressa, duas vezes, e Danyelle marcaram os tentos do time visitante.
O Caucaia volta a campo no próximo sábado (18), quando enfrenta o Duque de Caxias, no Rio.
Os gols da equipe catarinense foram marcados todos na segunda etapa. Gabrielle, Tuani, Andressa, duas vezes, e Danyelle marcaram os tentos do time visitante.
O Caucaia volta a campo no próximo sábado (18), quando enfrenta o Duque de Caxias, no Rio.
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Congresso Geral Ordinário aprova contas da FCF
Por unanimidade, as contas da Federação Cearense de Futebol do ano de 2013 foram aprovadas no Congresso Geral Ordinário, realizado na sede da entidade nesta sexta-feira (10). Representantes de clubes e ligas filiadas à FCF estiveram presentes.
O Congresso foi iniciado às 16h. O Edital de Convocação e documentos foram lidos e a palavra facultada à Assembleia. Em sequência foi dado início à votação e os presentes aprovaram as contas por aclamação.
As contas apresentadas no balanço financeiro aprovado pela Assembleia estavam todas disponíveis para apreciação no Departamento Financeiro da FCF. Antes do início do Congresso Geral, nenhum filiado solicitou conferência. Ceará, Maranguape, Quixadá e Juazeiro apresentaram declarações de análise prévia das contas. Vale lembrar que todos os filiados tinham direito em solicitar a mesma análise prévia.
Manuella Viana / Brenno Rebouças
Assessoria de Comunicação da Federação Cearense de Futebol
O Congresso foi iniciado às 16h. O Edital de Convocação e documentos foram lidos e a palavra facultada à Assembleia. Em sequência foi dado início à votação e os presentes aprovaram as contas por aclamação.
As contas apresentadas no balanço financeiro aprovado pela Assembleia estavam todas disponíveis para apreciação no Departamento Financeiro da FCF. Antes do início do Congresso Geral, nenhum filiado solicitou conferência. Ceará, Maranguape, Quixadá e Juazeiro apresentaram declarações de análise prévia das contas. Vale lembrar que todos os filiados tinham direito em solicitar a mesma análise prévia.
Manuella Viana / Brenno Rebouças
Assessoria de Comunicação da Federação Cearense de Futebol
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Carmélio tem que se afastar
Apesar de a Lei Pelé determinar o afastamento, o advogado da FCF garante que "Mauro Carmélio não irá se afastar" da entidade
O escândalo da não prestação de contas na Federação Cearense de Futebol (FCF) ganhou um novo capítulo. Após desobedecer o estatuto da entidade ao não prestar contas referentes ao ano de 2013 no período estabelecido, o qual se encerrou em 30 de junho deste ano, o presidente da FCF, Mauro Carmélio, tem que se afastar imediatamente, como determina o artigo 23 da Lei Pelé.
A Lei ressalta que mandatários "inadimplentes na prestação de contas da própria entidade" terão que "independentemente de previsão estatutária, é obrigatório o afastamento preventivo e imediato dos dirigentes, eleitos ou nomeados" para assegurar "o processo regular e a defesa para a destituição".
O advogado Fernando Henrique Araújo Santiago defende o afastamento imediato de Mauro Carmélio até que o balanço financeiro de 2013 seja aprovado em assembleia.
"A Federação virou alvo de investigação. O próprio estatuto da entidade foi ferido ao não haver o prestação de contas no período estabelecido. É então que a Lei Pelé determina que o presidente deixe o cargo, algo que é natural; um infrator não deve permanecer à frente da instituição. No caso de Carmélio, o retorno dele é natural a partir do momento que tudo seja esclarecido e aprovado", pensa Santiago.
Para o advogado da Federação Cearense de Futebol, Rodrigo Rocha, no entanto, o presidente não tem a obrigação de deixar o cargo e vê uma norma de eficácia contida no artigo 23.
"É algo que não tem aplicação. Não há nada que regulamente quem deverá afastar o presidente, nem quem irá nomear um suplente. O afastamento de Mauro Carmélio não vai acontecer", crava Rocha.
A apreciação do balanço de 2013 acontecerá na sexta-feira.
Apuração
Os problemas para Carmélio não param por aí. Ontem, o procurador-chefe da Procuradoria da República no Ceará (PR/CE), Alessander Sales, afirmou que medidas serão tomadas para verificas as denúncias envolvendo a Federação.
"Vou instaurar procedimento administrativo para apurar as supostas irregularidades previdenciárias na FCF", garantiu Sales.
Além da inadimplência na aprovação do balanço financeiro da entidade, Ferroviário e Tiradentes questionam e exigem auditoria nas contas da atual administração e cobram a apresentação dos comprovantes das guias de recolhimento do INSS.
OPINIÃO DO ESPECIALISTA
Gestor deve ser afastado de imediato
São cada vez mais recorrentes evidências de corrupção no futebol brasileiro. Isso porque apresenta-se como um dos esportes que mais arrecadam, em virtude de sua popularidade. No entanto, por envolver interesses dos torcedores, os clubes são alvos mais constantes de investigações.
Dessa vez foi diferente. Em meio ao cenário político, no qual se evidenciam eventos de corrupção, a FCF teve suscitada irregularidades na gestão. Estando a entidade inadimplente em sua prestação de contas, deve, por força do disposto no parágrafo único do artigo 23 da Lei Pelé, ter seu gestor afastado de imediato do cargo como medida preventiva, assegurando-lhe o trâmite regular do processo administrativo, sendo-lhe facultado o direito de defesa.
Desta feita, em sendo constatado que a inadimplência da prestação de contas decorre da existência de irregularidades nas contas das entidades, o gestor infrator será destituído do cargo, tornando-se inelegível para desempenho de cargos e funções eletivas ou de livre nomeação na entidade de administração do desporto.
Relevante destacar que o presidente Mauro Carmélio está inadimplente com a prestação de contas, vez que ultrapassado o período limite para realização do Congresso Geral com representantes de clubes e ligas para prestação de contas, impondo-se, portanto, seu imediato afastamento da presidência da FCF.
O escândalo da não prestação de contas na Federação Cearense de Futebol (FCF) ganhou um novo capítulo. Após desobedecer o estatuto da entidade ao não prestar contas referentes ao ano de 2013 no período estabelecido, o qual se encerrou em 30 de junho deste ano, o presidente da FCF, Mauro Carmélio, tem que se afastar imediatamente, como determina o artigo 23 da Lei Pelé.
A Lei ressalta que mandatários "inadimplentes na prestação de contas da própria entidade" terão que "independentemente de previsão estatutária, é obrigatório o afastamento preventivo e imediato dos dirigentes, eleitos ou nomeados" para assegurar "o processo regular e a defesa para a destituição".
O advogado Fernando Henrique Araújo Santiago defende o afastamento imediato de Mauro Carmélio até que o balanço financeiro de 2013 seja aprovado em assembleia.
"A Federação virou alvo de investigação. O próprio estatuto da entidade foi ferido ao não haver o prestação de contas no período estabelecido. É então que a Lei Pelé determina que o presidente deixe o cargo, algo que é natural; um infrator não deve permanecer à frente da instituição. No caso de Carmélio, o retorno dele é natural a partir do momento que tudo seja esclarecido e aprovado", pensa Santiago.
Para o advogado da Federação Cearense de Futebol, Rodrigo Rocha, no entanto, o presidente não tem a obrigação de deixar o cargo e vê uma norma de eficácia contida no artigo 23.
"É algo que não tem aplicação. Não há nada que regulamente quem deverá afastar o presidente, nem quem irá nomear um suplente. O afastamento de Mauro Carmélio não vai acontecer", crava Rocha.
A apreciação do balanço de 2013 acontecerá na sexta-feira.
Apuração
Os problemas para Carmélio não param por aí. Ontem, o procurador-chefe da Procuradoria da República no Ceará (PR/CE), Alessander Sales, afirmou que medidas serão tomadas para verificas as denúncias envolvendo a Federação.
"Vou instaurar procedimento administrativo para apurar as supostas irregularidades previdenciárias na FCF", garantiu Sales.
Além da inadimplência na aprovação do balanço financeiro da entidade, Ferroviário e Tiradentes questionam e exigem auditoria nas contas da atual administração e cobram a apresentação dos comprovantes das guias de recolhimento do INSS.
OPINIÃO DO ESPECIALISTA
Gestor deve ser afastado de imediato
São cada vez mais recorrentes evidências de corrupção no futebol brasileiro. Isso porque apresenta-se como um dos esportes que mais arrecadam, em virtude de sua popularidade. No entanto, por envolver interesses dos torcedores, os clubes são alvos mais constantes de investigações.
Dessa vez foi diferente. Em meio ao cenário político, no qual se evidenciam eventos de corrupção, a FCF teve suscitada irregularidades na gestão. Estando a entidade inadimplente em sua prestação de contas, deve, por força do disposto no parágrafo único do artigo 23 da Lei Pelé, ter seu gestor afastado de imediato do cargo como medida preventiva, assegurando-lhe o trâmite regular do processo administrativo, sendo-lhe facultado o direito de defesa.
Desta feita, em sendo constatado que a inadimplência da prestação de contas decorre da existência de irregularidades nas contas das entidades, o gestor infrator será destituído do cargo, tornando-se inelegível para desempenho de cargos e funções eletivas ou de livre nomeação na entidade de administração do desporto.
Relevante destacar que o presidente Mauro Carmélio está inadimplente com a prestação de contas, vez que ultrapassado o período limite para realização do Congresso Geral com representantes de clubes e ligas para prestação de contas, impondo-se, portanto, seu imediato afastamento da presidência da FCF.
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