A Taça Jules Rimet ficou sob posse definitiva da CBF em 1970,
quando a Seleção Brasileira venceu a Copa do Mundo no México e se tornou a
primeira a ter três títulos no currículo. Depois de ser exposta nas principais
capitais do País, foi parar em exibição na sede da entidade, protegida por um
vidro à prova de balas. Em 20 de dezembro de 1983, desapareceu.
A sede foi invadida durante a noite, e a taça, levada embora.
Inexplicavelmente, dentro do cofre da entidade estava uma réplica da Jules
Rimet. O roubo foi planejado por Sérgio Pereira Ayres e executado por Francisco
José Rocha Rivera, o “Barbudo”, e José Luiz Vieira da Silva, o “Bigode”. Diz-se
que a taça foi derretida pelo comerciante Juan Carlos Hernandez.
Curiosamente, a Taça Jules Rimet já havia desaparecido outra vez
anteriormente: foi em 1966, depois de a Inglaterra conquistar a Copa do Mundo,
quando estava em exibição no país. Ela foi encontrada mais tarde, embrulhada em
jornais, pelo cachorro Pickles, que foi até homenageado pelo feito. No Brasil,
nunca mais foi vista. O mandante do crime também nunca foi esclarecido.
Sérgio Peralta, Barbudo e Bigode foram condenados a nove anos de
prisão em 1988. O primeiro foi para a cadeia em 1994, mas permaneceu preso
apenas três anos. O segundo acabou assassinado enquanto esperava, em liberdade,
o julgamento de uma apelação. Bigode fugiu da Justiça até 1998, mas por fim
também permaneceu três anos enclausurado. A Seleção Brasileira foi campeã
mundial mais duas vezes depois disso.
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